Boas práticas: conheça o National Children’s Advocacy, centro de atendimento integrado dos EUA
Dentre as experiências apresentadas está o National Children’s Advocacy Center, espaço que foi fundado em 1985 no Alabama, Estados Unidos, e é considerado pioneiro na integração do fluxo de atendimento de meninas e meninos que passaram por situações de violência. Seu formato é recomendado pela lei federal Children’s Justice Act (Lei da Justiça Infantil) e inspirou a implantação de cerca de 900 outros CACs espalhados pelos 50 estados americanos e ao redor do mundo, em países como Islândia, Austrália, Canadá, México e África do Sul.
O foco do NCAC é atuar na formação, prevenção e intervenção terapêutica em casos de violência sexual. Com isso, seu protocolo de entrevista forense foi desenvolvido para evitar que as vítimas peregrinem por vários serviços e sejam revitimizadas, revivendo o trauma incontáveis vezes. Assim, as crianças e os adolescentes são encaminhadas para um único espaço, que, além de possuir uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados e preparados, conta com infraestrutura, ambiente e decoração adaptados para diversas faixas etárias.
Como nos Estados Unidos a porta de entrada para as investigações dos casos de violência são o Departament of Human Resources (DHR, Departamento de Recursos Humanos) e o Law Enforcement (departamento de polícia), as vítimas que se encaminharem ao NCAC não precisarão ir a delegacias, serviços de proteção ou qualquer outro local, sendo diretamente encaminhadas para atendimento no Centro especializado mais próximo, onde ocorre sua primeira interação com o sistema. Nesse espaço, são realizadas a entrevista forense e o atendimento médico, mental e social da vítima, enquanto, paralelamente, o promotor de Justiça já analisa uma possível produção de provas no tribunal.
Dentre todos os serviços prestados pelo National Children’s Advocacy Center, estão os programas de apoio a familiares de primeira viagem, a prevenção à violência no ambiente escolar, a cooperação em educação parental e os atendimentos jurídicos, que incluem o depoimento especial.
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